domingo, 27 de abril de 2008




Somos todos criminosos (em potencial)

As políticas de segurança pública, que freqüentemente criminalizam as classes de menor poder aquisitivo, são o tema do livro Somos Todos Criminosos (Em Potencial) (EdUFF, 2007). Segundo a autora, a jornalista e Mestre em Criminologia Maria Léa Monteiro de Aguiar, ao contrário do que supõe o senso comum, cometer crimes não é "privilégio" de uma classe ou de um grupo de pessoas em particular, mas um comportamento que pode ser encontrado em amplos extratos da sociedade e até mesmo na maioria da população. A diferença, de acordo com Maria Léa, está no fato de que somente alguns grupos são perseguidos – em geral aqueles pertencentes às classes de baixa renda.





"No Código Penal, há artigos para todo mundo, mas poucos se dão ao trabalho de verificar ali o que o país considera crime, pelo simples fato de que não se encontram no grupo criminalizável. Essa é a razão pela qual todas as políticas de segurança são dirigidas especificamente às classes mais baixas, resultando sempre em fracassos e em medidas ineficientes e inócuas", explica Maria Léa.

A publicação inaugurou um novo selo na EdUFF no mês de setembro: o projeto Biblioteca Livre, que visa tornar acessíveis ao público obras de pesquisadores da instituição por meio da Internet. Somos todos criminosos em potencial é resultado de uma vasta e profunda pesquisa sobre "o que está oculto" na questão da violência e da segurança pública no Brasil
e já esta disponível integral e gratuitamente no site da editora ( http://www.eduff.uff.br/) em formato pdf.


Somos todos criminosos em potencial
Projeto Biblioteca Livre (
www.eduff.uff.br)
Contato:
Maria Léa Aguiar (2621-1291 e 9416-1268/ E-mail:
laguiar123@yahoo.com.br) Ana Paula Campos – Assessoria de Comunicação e Eventos – EdUFF
Tels.: (21) 2629-5287/5289 ou 9849-3624

VENDAS PELA INTERNET
http://www.eduff.uff.br/
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SUMÁRIO

Prefácio............................................................................... 9

Parte I − OS CRIMES "QUE NÃO SÃO CRIMES"........................ 15
Interação com o poder político .............................................................20
Medidas restritivas, respostas ad hoc......................................................23
O mundo registra um novo indicador: o PCB, produto criminal bruto...25
Elites de colarinho sujo, ou dirty collar ...........................................28

Parte II − A BANDEIRA DO DESARMAMENTO ......................... 33
A proibição e outras medidas de campanha ....................................35
Arma, símbolo da violência ...........................................................36
Campanha é adotada pelo Governo Federal ....................................37
No Rio, modelos alternados...........................................................40
Nos bastidores, uma marca publicitária ..........................................43
Mais uma vez o Rio experimenta uma nova política de segurança ......44
Duas polícias: razão da ineficiência ................................................47
Se, antes a política era um caso de polícia, hoje, a
polícia é um caso de política..........................................................50
O tema violência é, há anos, o assunto mais atual e urgente.............51
A questão desarmamentista como parte do jogo político ...................55
A segurança privada na mira da segurança pública ..........................56
Sensação de insegurança ou insegurança de fato ............................57
A imprensa, peça chave na construção do medo ..............................58
Entre a violência legítima e a ilegítima ...........................................62
O preço da segurança ..................................................................63
A associação entre segurança pública e privada é antiga ..................64
Para quem o desarmamento..........................................................65
Começa a coleta de assinaturas de apoio à proibição........................67
Um grande equívoco ....................................................................69
O que aconteceu com a proibição ..................................................70
E se o projeto fosse aprovado e a campanha, vitoriosa ..70Primeira crise
na Secretaria de Segurança ..........................................................71
Os governos se armam cada vez mais para
combater a criminalidade..............................................................73
Quanto mais a polícia se arma, mais medo provoca na população.......74
Do crime às atividades suspeitas ...................................................74
De acordo com o projeto, essa polícia continuaria armada ................77
A discussão, no mundo ................................................................78
Entre o Tolerância Zero e a Segurança Cidadã .................................79
O modelo Città Secure .................................................................81
O modelo Tolerância Zero .............................................................83

Parte III – FALTOU COMBINAR COM OS ADVERSÁRIOS............ 91
Além do desarmamento, novas experiências em segurança ...............92
As estatísticas servem para tudo ...................................................95
Percepção da segurança ...............................................................96
Cutucando a banda podre com vara curta .......................................98
Experiência de "ocupação social" causa atritos
entre os dois modelos...................................................................98
Quanto ao desarmamento, entrava e saía
de cena conforme a necessidade..................................................102
A aprovação fica para as calendas ...............................................103
As armas estavam no centro de outros problemas .........................104
A campanha se esvaía e a nova política também ...........................106
Sinais contraditórios na condução da política.................................109
Coordenador, uma pedra no sapato .............................................111
O marketing da segurança..........................................................112
A bomba ..................................................................................112
Garotinho ora e pede sabedoria ..................................................113
A escolha de Garotinho ..............................................................115

Parte IV – E A VIDA CONTINUA...........................................117
Referências ......................................................................123

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