quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O caso Thales. Por ele mesmo
Publicado em http://blogdopromotor.zip.net/arch2007-10-21_2007-10-27.html#2007_10-24_22_47_05-7253044-0
O Observatório da Imprensa traz hoje a entrevista concedida pelo Promotor de Justiça Substituto Thales Ferri Schoedl ao jornalista José Paulo Lanyi. Abaixo, alguns trechos.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.
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Primeiramente, o que eu posso dizer sobre os fatos é que eu fiz tudo o que eu podia para evitar os disparos. Eu nunca pensei que isso poderia acontecer comigo algum dia. Eu procurei de todo modo evitar que isso acontecesse, mas infelizmente em nenhum momento as vítimas desistiram de me agredir e de tomar a minha arma. Por isso, eu fui obrigado a agir em legítima defesa. Eu também estou sofrendo com isso. Não tem como passar um dia sem pensar no que aconteceu. Mas eu confio na Justiça, acredito que eu agi em legítima defesa. Infelizmente, até o momento, os fatos não foram divulgados com isenção pela maioria da imprensa. É isso que me entristece. Foram ditas muitas inverdades sobre vários aspectos, e é isso que acaba incomodando. Incomoda a mim, os meus familiares, meus pais estão sofrendo, meus irmãos, amigos. Não tem uma pessoa que, após ler os autos – eu costumo levar os depoimentos para os amigos, as pessoas próximas lerem – , todos ficam espantados, porque criou-se uma versão inicial de que eu efetuei 12 disparos contra pessoas que mexeram com a minha namorada, e isso nunca aconteceu.
(...)
... não foram simples comentários sobre os atributos da minha namorada, mas sim palavras de baixo calão que muito a constrangeram e a mim também. Eu apenas me virei e pedi respeito, pois ela estava acompanhada. Eu acho que toda pessoa tem o direito de estar acompanhada sem ser molestada. E que ninguém é obrigado a suportar calado um gracejo dessa natureza, independentemente de estar armado ou não. Eu, como qualquer pessoa, tenho o direito de reclamar contra esse ato ofensivo. O errado não é reclamar contra o gracejo. A conduta imoral é mexer com quem está acompanhado, o que inclusive configura contravenção penal. Posso dizer que é muito cômodo criticar a minha conduta de ter reclamado contra essa importunação quando você nunca passou por essa situação. É bem verdade que muitas pessoas no meu lugar não iriam apenas reclamar, mas sim partir para a briga. Isso é o que rotineiramente acontece. Eu só pedi respeito, mas eles optaram por me agredir e tomar a minha arma.

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