domingo, 21 de setembro de 2008


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Em parceria com DEPEN, o CFP realizou em 2005, o I Seminário Nacional sobre a Atuação do Psicólogo no Sistema Prisional, construído a partir de debates, reflexões e proposições realizadas em 16 Conselhos Regionais. Esses encontros tinham a finalidade de elaborar estratégias para desenvolverem ações em torno da atuação do psicólogo no Sistema; contribuir na construção das atribuições, competências e possibilidades de formação para o psicólogo, e subsidiar proposta de formação no Sistema Prisional, embasada em uma prática profissional voltada para integração social.
O CFP tem construído um debate crítico e reflexivo sobre as prisões pautado na premissa do compromisso social da Psicologia, no reposicionamento da prática do psicólogo no sistema prisional tendo em vista as políticas públicas e os Direitos Humanos.


Esse debate tem como contexto as teses do V e VI CNP, que indicam a disposição da categoria em enfrentar o desafio de fazer a crítica da prisão e de suas práticas neste espaço. Essa disposição se expressa no desenvolvimento do projeto de apoio aos familiares e egressos do sistema penitenciário, por meio do BSS. Na produção do vídeo "De Dentro Para Fora", sobre as prisões, da série "Não é o que Parece", que discute a prisão como um dispositivo feito para produzir a segregação.


Na realização da Campanha Nacional de Direitos Humanos, com o tema "O que foi feito para excluir não pode incluir", pedindo o fim da violência nas práticas de privação de liberdade, incluindo-se aí todas as formas de confinamento, com a finalidade de problematizar todas as práticas de privação de liberdade, como as prisões, mas também os abrigos, os asilos e as unidades de internação de crianças e jovens. Na realização da oficina: "Grades não são solução para a vida; queremos outra saída", no VI Fórum Social Mundial, com a finalidade de propor a criação de uma Frente Mundial contra os manicômios e as prisões e lançar o debate em torno do tema "O Fim Possível das Prisões: uma contribuição no campo da subjetividade".
A realização da 2ª. Edição do Seminário Nacional sobre a Atuação do Psicólogo no Sistema Prisional tem por objetivo ampliar a crítica da prisão e problematizar a atuação do psicólogo no sistema prisional. A proposta é resgatar fazeres e convocações históricas do sistema de justiça ao psicólogo que atua em prisões e avançar na discussão de contribuições da Psicologia na direção da produção de responsabilidade e subjetividade, propondo alternativas institucionais geradoras de responsabilização.


Por meio de painéis e conferências propomos a ampliação do diálogo com movimentos sociais e a construção de parcerias nessa tarefa de pensar o fim possível das prisões, compreendendo que o modelo de privação de liberdade não faz avançar a cidadania, produz exclusão e propor discussão na direção de ações responsabilizadoras e não- vingativas. M uitos são os desafios colocados à Psicologia.


Por isso estamos mais que convidando, estamos convocando os psicólogos a participarem, ampliando as possibilidades da prática profissional e se alinhando na crítica a esse modelo violento.

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